sábado, agosto 12, 2017

Lisboa, cidade fechada - 33ª parte

Mas o experimentalismo e a incapacidade de reconhecer e corrigir erros tem sido paga pelos residentes de várias formas, não apenas pelo incómodo gerado, mas também financeiramente, como consequência de uma maior demora nas deslocações no bairro e do aumento de danos nos veículos estacionados, como consequência das estreitas faixas de rodagem resultantes de um projecto absurdo.

A foto que ilustra o texto é disto exemplo, sendo patentes os danos num veículo correctamente estacionado provocados por uma camioneta de caixa aberta da própria Câmara Municipal que procedia à recolha de objectos volumosos e, ao efectuar uma curva apertada, não conseguir realizar a manobra sem provocar danos.

Estamos a falar de uma manobra efectuada com cuidado, a velocidade muito reduzida, por um veículo de dimensões inferiores à da maioria das viaturas de dois eixos são utilizados pelos bombeiros e que, supostamente, poderão circular pelo bairro, pelo que, durante uma missão de socorro, a possibilidade de este tipo de acidente, e mesmo a impossibilidade de passar, será de prever, não obstante as declarações de responsáveis camarários.

É patente que a realidade, que se pode comprovar, desmente as teorias com que os residentes foram confrontados, sendo óbvio para todos que a circulação se efectua com dificuldades, lentidão e com uma elevada probabilidade de acidentes ou de, dependendo do tamanho do veículo, chegar ao seu destino em tempo útil, situação que, numa missão de socorro, terá consequências da maior gravidade e imputáveis aos autores e decisores do projecto.
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