terça-feira, junho 27, 2017

Um crime chamado SIRESP - 1ª parte

As falhas do SIRESP, um sistema que, pela sua importância no socorro e na segurança deveria oferecer garantias de funcionamento, mesmo nas situações mais críticas, estarão, para sempre, ligadas aos trágicos acontecimentos de Pedrogão Grande e a todos quantos aí perderam a vida.

Podemos sempre interrogarmo-nos quanto à relação de causalidade directa entre as falhas no SIRESP e as mortes que então ocorreram, mas da impossibilidade de uma prova definitiva não pode resultar qualquer tipo de complacência ou tolerância face a um problema que consideramos da maior gravidade.

Pela sua natureza e propósito, o SIRESP deveria ser imune à maioria dos problemas ou falhas que afectam uma rede de comunicações comum, e, caso tal acontecesse, teria que possuir a redundância e capacidade de reposição de serviços que, mesmo que com alguma perda de desempenho, inerente a um circuito secundário, mantivesse o essencial das funcionalidades.

Esta redundância e capacidade de recuperação automática manifestamente não existe, e os tempos de intervenção, independentemente do esforço e competência dos operadores, é incompatível com uma situação de crise, podendo-se apontar como exemplo as mais de 12 horas necessárias para que o SIRESP voltasse a ficar operacional durante os recentes fogos florestais.

segunda-feira, junho 26, 2017

Uma tragédia previsível - 4ª parte

É manifesto, e nem necessita de ser cientificamente demonstrado, não obstante as inúmeras provas que a ciência pode fornecer, que o clima se tem vindo a alterar, tal como um conjunto de factores não apenas ambientais, mas também sócio-económicos que alteraram em muito os cenários nos quais os fogos se propagam de forma incontrolável, criando situações cada vez mais propícias para a ocorrência de tragédias.

Há muito que estavam criadas as condições para que esta tragédia ocorresse, sendo apenas impossível prever quando e onde, mas não as consequências, embora sem as quantificar no respeitante ao número de vítimas, pelo que existe uma responsabilidade objectiva que deve ser atribuída a todos quantos, por acção ou incúria, contribuiram para criar um cenário onde este seria o único enredo possível.

O País, desequilibrado e desestruturado, parcialmente desertificado, encontra-se particularmente vulnerável, sem perspectivas de melhoras, com a atenção dos governantes a concentrar-se nos grandes centros urbanos, enquanto o interior rural se encontra cada vez mais abandonado, à mercê do seu destino e de alguns cuidados paliativos que assumem contornos de caridade.

Sendo um problema estrutural, não serão medidas avulsas, meramente conjunturais, nem sequer planos um pouco mais elaborados, que poderão resolver as inúmeras implicações resultantes das assimetrias regionais e de uma manifesta falta de solidariedade nacional, que mina a coesão do País, pelo que se impõe repensar Portugal como um todo, de forma integrada e numa perspectiva de desenvolvimento integrado.

domingo, junho 25, 2017

Lisboa, cidade fechada - 30ª parte

Sem grandes resultados práticos, num auditório pleno de vozes críticas, técnicos da Câmara Municipal de Lisboa, sem acompanhamento de qualquer eleito, tentaram responder, de forma mais ou menos satisfatória, a numerosas questões sobre as obras realizadas no Bairro do Arco do Cego e que, cremos, ainda irão ser revistas.

Talvez a expressão "vocês deram cabo do nosso bairro", pronunciada logo no início da sessão, seja a que, de forma mais sucinta, exprime o que parece ser o sentimento colectivo dos presentes, para quem a reparação das vias e passeios degradados e a manutenção de equipamentos existentes, com a introdução do mínimo de modificações possível, seria o cenário mais adequado à realidade de um bairro com muitas especificidades.

E na verdade parece consensual que o bairro está hoje muito pior, em tudo menos a nível da qualidade de vias e passeios, com o experimentalismo camarário, numa ânsia de testar novas soluções num local onde o fracasso destas e a penosidade para os residentes tenha escassas consequências eleitorais, tem levado de um desaire a outro, com uma substancial degradação da qualidade de vida dos residentes, relativamente aos quais a Câmara manifesta uma completa indiferença.

Da reunião resultam poucas certezas, para além do consenso dos moradores e da incapacidade da autarquia em dar explicações aceitáveis ou a assumir responsabilidades pelo desaire, num misto de indiferença e arrogância, patente na afirmação dos técnicos que dizem ser eles os especialistas, pelo que o que os moradores vivem e sentem, manifestamente, está errado, sem dúvida proveniente de alguma realidade alternativa.

sábado, junho 24, 2017

Período crítico de incêndios começou a 22 de Junho

Foi publicada no Diário da República n.º 119/2017, Série I de 2017-06-22, a Portaria n.º 195/2017 do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, que estabelece que, no ano de 2017, o período crítico no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios, vigora de 22 de Junho a 30 de Setembro.

Este decreto, cuja publicação se esperava, mesmo entre as entidades ou instituições cuja actuação é regulada por este decreto, foi apenas publicado após os incêndios que vitimaram pelo menos 64 pessoas na zona de Pedrogão Grande, numa tentativa de mobilizar meios que, de outra forma, apenas estariam disponíveis a partir de 01 de Julho, data habitual para o início deste período.

É de notar que há câmaras municipais que, no âmbito das suas competências, implementaram medidas restritivas a partir de 01 de Junho, proibindo um conjunto de actividades e a possibilidade de circular em zonas florestais, pelo que, antes de praticar acções em zonas florestais, devem ser consultadas as autoridades locais, para além das forças de segurança.

Para além destas questões legais, será sempre de estar vigilante e atento, ser prudente, evitando riscos, e contactanto as autoridades sempre que surjam dúvidas ou questões que possam colocar em risco o próprio ou terceiros, procurando obter informações e orientações que facilitem uma decisão acertada em caso de perigo.

sexta-feira, junho 23, 2017

Uma tragédia previsível - 3ª parte

Caso a implementação destas faixas seja inviável, pelo menos terão que existir zonas seguras, concretamente locais onde exista algum tipo de protecção, que podem ser pontos em redor dos quais não exista vegetação próxima e com abastecimento de água, com ou sem algum tipo de abrigo simplificado, onde os utentes da via se possam abrigar, com a segurança possível, em caso de fogos.

Em caso de fogo, seria possível obter algum tipo de segurança, bem como concentrar os utentes da via, que seguiriam um conjunto de sinais orientadores, semelhantes aos que avisam da existência de postos de combustíveis, para um local onde, pela sua amplitude, seria mais fácil proceder à sua evacuação.

A sinalização, incluindo a possibilidade de instalar sistemas com accionamento remoto, destinados a avisar os utentes das vias de perigos e, inclusivé, interditar a circulação, embora envolvendo alguma complexidade e um custo elevado, deve igualmente ser considerada, mesmo que de forma transitória e deslocando os equipamentos para os locais mais críticos, nomeadamente aqueles em que não existam faixas de segurança.

Também não podemos deixar de referir que, apesar da prioridade de investimentos ser na área do combate e não na prevenção, o facto é que neste tipo de cenário nunca existirão meios suficientes, sobretudo fora da chamada "época crítica", quando o dispositivo ainda não se encontra na sua máxima força, mas durante o qual podem ocorrer fogos de grandes dimensões, como o de Castanheira de Pera

quinta-feira, junho 22, 2017

Land Rover Owners de Julho de 2017 já nas bancas

Comemorando o trigésimo aniversário da publicação, já se encontra nos locais de venda habituais a edição de Julho de 2017 da Land Rover Owners International, com o destaque de capa a ir, naturalmente, para tudo o que mudou ao longo destes 30 anos no universo da Land Rover e na forma como o público e os adeptos da marca foram vivendo essa evolução.

Este número tem um forte componente comemorativo, com o reviver de modelos, percursos, técnicas e truques, assinalando alguns dos marcos principais da marca e a forma como foram relatados pela revista, estando presentes alguns dos modelos mais icónicos ou originais da marca, assinalando cada ano de publicação da revista.

O Range Rover do nosso compatriota Luís Lobo, um autêntico "monstro", um conjunto de dicas ou pistas acerca do campismo, alguns veículos convertidos ou personalizados, a preparação dos veículos para o período de férias e grandes viagens que agora se aproxima ou testes de novos modelos são igualmente de ler com atenção.

Estão, ainda, presentes diversos artigos técnicos, entre estes a troca de uma embraiagem num Discovery 2, diversas expedições, em Inglaterra e no estrangeiro, bem como a apresentação de numerosos novos produtos, complementados pela extensa publicidade temática, resultando numa edição particularmente interessante, sobretudo para aqueles que acompanham a marca há um maior número de anos, e que poderão relembrar alguns dos seus marcos mais relevantes.

quarta-feira, junho 21, 2017

Uma tragédia previsível - 2ª parte

Muitas estradas, como a Nacional 236, perto do IP8, encontram-se cercado de árvores, entre estas eucaliptos e pinheiros, que chegam junto da via, por vezes com as copas a unirem-se, sem faixas de segurança, onde o mato e outros combustíveis que jazem no solo permitem uma propagação rápida das chamas e a impossibilidade de fugir quando a escassa visibilidade, o pânico e a falta de discernimento impedem que seja feita uma análise mais correcta da situação.

Num dia particularmente quente, com trovoadas secas e ventos cruzados, numa zona onde a vegetação obstroi a visibilidade, quando coberta de fumos é quase inevitável que surja a impossibilidade de circular, tornando-se muito rapidamente impossível de respirar, sendo quase inevitável que a tendência será imobilizar-se e, quase certamente, não ter a possibilidade de alcançar um local seguro.

Neste cenário, a possibilidade de uma tragédia suceder é elevada, caso ocorram as condições que o propiciem, tal como sucedeu no dia 17, e, ocorrendo, que as consequências sejam as que se verificaram neste caso, sendo certo que de o mesmo pode suceder em inúmeros locais espalhados pelo País, onde esta situação pode ser facilmente replicada.

A inexistência de faixas de segurança ao longo das vias, que, naturalmente tem um efeito negativo no conforto, mas que torna muito mais segura a circulação, é essencial, tal como o é em redor de habitações, onde a lei impõe zonas de protecção e estabelece sanções, sendo necessário proceder à sua implementação urgente.

terça-feira, junho 20, 2017

Incêndio no túnel do Marão - 3ª parte

No caso desta ocorrência, diversos equipamentos foram destruídos, pelo que a monitorização remota ficou inoperacional na zona atingida, e a falta de presença de operadores no local impossibilita a obtenção de informações que permitam gerir de forma adequada uma situação de emergência que, num local confinado, pode ter consequência particularmente graves.

Por outro lado, as portas que permitem passar de uma galeria para a outra tem que ser accionada manualmente, em coordenação com a gestão de tráfego e, supostamente, com quem está envolvido no socorro, o que implica uma deslocação rápida ao local onde se encontram os locais de passagem entre os túneis, bem como o aviso sonoro que informe quem está no interior dos procedimentos a adoptar.

Naturalmente, quem se deslocar ao interior de um túnel numa situação de incêndio, ou acidente, terá que estar preparado e equipado, não sendo incumbência de um operador de sistemas, mas a presença no local de uma equipa multidisciplinar, com múltiplas valências, com elementos com múltiplas funções atribuídas, tem inegáveis vantagens.

Sem este tipo de acompanhamento, a possibilidade de pânico é real e as acções impensadas, que podem ter consequências graves, são prováveis, adicionando um factor de imprevisibilidade e de perigo, podendo-se imaginar desde inversões de marcha até deslocações a pé em vias enfumaradas, nas quais a visibilidade é diminuta e a desorientação tende a aumentar.

segunda-feira, junho 19, 2017

Uma tragédia previsível - 1ª parte

A tragédia agora associada a Pedrogão Grande, com 62 vítimas mortais, muitas das quais apanhados dentro de viaturas presas numa via de circulação, constitui o mais elevado número de mortes num único dia como consequência dos incêndios florestais dos últimos anos, e, sem dúvida, deixará marcas no País.

A estas vítimas mortais, acrescem dezenas de feridos, alguns destes em estado grave e com prognóstico reservado, para além de um extenso conjunto de perdas a nível de bens materiais, incluindo um precioso património natural que demorará anos a ser reposto, caso haja vontade para o fazer, aumentando assim a dimensão da tragédia.

As primeiras palavras são, inevitavelmente, para lamentar o sucedido e enviar os pêsames a todos quantos perderam entes queridos, mas também a todos quantos foram afectados, sendo certo de que o efeito para quem participou nas operações e se apercebeu deste conjunto de vítimas, estará igualmente em sofrimento e necessita de acompanhamento.

O inquérito determinará o que efectivamente sucedeu, se as opções foram as correctas ou se os meios eram os adequados, mas a forma como dezenas de vítimas perderam a vida dentro de veículos, a que acrescem 3 intoxicadas, numa estrada nacional, justica ser analisada separadamente, por esta via se ter constituido numa armadilha mortal.

domingo, junho 18, 2017

Tomadas de isqueiro em residências - 2ª parte

Passando de um valor de 5 para quase 10 Euros, pode-se adquirir um modelo mais sofisticado, muito semelhante ao sistema de alimentação de um computador portátil, mas que fornece 5A a 12V e pode alimentar um largo conjunto de equipamentos, com consumos semelhantes aos de computadores portáteis, mas que fica aquém dos 10A da maioria das tomadas de isqueiros instaladas em veículos.

Existem alguns modelos de 5A bastante compactos, fáceis de colocar numa tomada de parede, sem cabos exteriores, o que pode reduzir um pouco o preço, mas, pela falta de cabos, também pode tornar a utilização um pouco menos cómoda e flexível, constituindo uma opção que tem, como principal vantagem, a facilidade de transporte.

Para quem pretenda utilizar um compressor, por exemplo, são requeridos 10A, sendo que os modelos compatíveis, igualmente muito semelhantes, exteriormente, ao transformador de um portátil, já são um pouco mais raros, podendo ser encontrados no EBay por valores que variam entre os 12 e os 15 Euros, incluindo portes.

Existem numerosas opções, incluindo modelos intermédios de 7.5 e 8A, sendo que muitas vezes a melhor opção tem tomada que não é do formato europeu, obrigando a adquirir um conversor, o que, encarecendo a ligeiramente a solução, pode continuar a justificar a sua aquisição, dada a diferença de preços existente no mercado e que ultrapassa em muito o valor insignificante da peça para converter o formato do conector.

sábado, junho 17, 2017

Lisboa, cidade fechada - 29ª parte

Com o aparecimento de linhas vermelhas e amarelas ao longo dos passeios, sendo que nalguns casos as primeiras são quebradas, ou em "zigzag", surge a natural tentação de verificar se correspondem a alguma sinalética presente no Código da Estrada, sem o que, face a incompetência das autarquias no respeitante a estabelecer novos sinais, tais pinturas resultam inconsequêntes e, no limite, ilegais.

Se a linha amarela implica a proibição de estacionar, a vermelha é inexistente, tal como a conjugação das duas, pelo que, dependendo da interpretação, que pode considerar as duas linhas como uma única sinalética, o conjunto resulta nulo, com a perda de significado da própria linha amarela, por absorvida num conjunto sem valor legal.

Lembramos que se vai realizar uma reunião para abordar os problemas do bairro, a ter lugar na Junta de Freguesia do Areeiro, no dia 19, pelas 18:30, portanto num horário pouco convidativo, ou impossível para muitos, e na sequência de um processo de divulgação tardio, dada por parte das entidades oficiais, apenas na tarde de Sábado surgiram prospectos nos parabrisas de alguns veículos estacionados no bairro, colocados por movimentos de cidadãos, numa altura em que diversos moradores estão fora devido ao fim de semana.

Naturalmente que, quem puder, terá todo o interesse em estar presente, sendo esta uma das poucas oportunidades de expor um conjunto de situações lamentáveis e para as quais as respostas oficiais são virtualmente nulas, na medida em que não resolvem os problemas sucessivamente expostos que, efectivamente, parecem agravar-se a cada alteração.

sexta-feira, junho 16, 2017

Tomadas de isqueiro em residências - 1ª parte

Por vezes é necessário utilizar numa residência um equipamento desenhado especificamente para utilização em veículos e que possui, como um única forma de alimentação eléctrica, um conector para a tomada de isqueiro padronizada existente na quase totalidade das viaturas existentes.

A alternativa, numa residência onde a alimentação eléctrica é de 220V é recorrer a um sistema de conversão, que seja ligado a uma tomada convencional e possua uma saida a 12 volts, com o formato da ligação de isqueiro, substituindo assim aquela que se encontra nas viaturas.

Esta solução pode parecer quase universal, mas o facto é que, se a maioria é compatível com equipamentos de baixo consumo, como um sistema de navegação por GPS, quando se trata de um dispositivo com maiores exigências, como um compressor de ar, muito usado para encher pneus, o mesmo já não acontece, podendo apenas ser utilizados os conversores mais potentes.

Os modelos mais simples, e de menor preço, são os pequenos conversores de 500mAh, que encaixam directamente numa tomada de parede ou extensão e permitem a ligação dos equipamentos menos potentes, muito comuns nas secções de artigos eléctricos e electrónicos, onde podem ser adquiridos por poucos Euros.

quinta-feira, junho 15, 2017

Incêndio no túnel do Marão - 2ª parte

Seja no local, à entrada do túnel, seja noutra localidade, um sistema baseado em videovigilância ou sensores opera sempre remotamente, pelo que a dependência é, essencialmente, do sistema de comunicação de dados, cada vez mais fiáveis mas, naturalmente, nunca infalíveis e que, quanto maior a distância e a complexidade envolvida, maior a vulnerabilidade e a possibilidade de falha.

Se numa situação em que o controle é local a possibilidade de falhas se concentra no sistema interno do túnel, e caso estas ocorram existe a possibilidade de um reconhecimento presencial, a sua gestão remota introduz novos factores de vulnerabilidade e mesmo a impossibilidade de uma deslocação ao local, em tempo útil, por parte de quem opera o sistema caso seja necessário repor as comunicações.

Basta que um dos equipamentos que encaminham os dados ou a própria cablagem sejam danificados, e tal pode acontecer por diversas razões, incluindo climáticas ou por acção de fogos, para citar dois exemplos, para que o sistema de videovigilância colapse, sem que exista uma presença que intervenha prontamente, perdendo-se assim a possibilidade de efectuar pequenas manutenções ou reparações simples, mas que devem ser efectuadas no momento.

Naturalmente, podem ser implementados sistemas redundantes, com encaminhamento de dados via distintos circuitos, mas o facto é que a falha em locais concretos, como um segmento do túnel, que inutilize alguns equipamentos de vigilância, dificilmente pode ser compensado, por muito sofisticado que sejam os meios implementados.

quarta-feira, junho 14, 2017

Formulário para adesão a um grupo no Facebook

Como forma de controlar a adesão a grupos, o Facebook permite agora configurar um cunjunto de perguntas que deverá ser respondida na altura do pedido de adesão, dndo assim os administradores alguma informação básica, o que permite, em princípio, filtrar alguns elemento indesejáveis ou incompatíveis com os propósitos do grupo.

Junto das adesões de novos elementos, a opção configurações, ou "Settings" na versão inglesa, permite acedee a um painel onde as perguntas podem ser adicionadas, dando assim origem a um formulário que surgirá a quem solicitar a adesão ao grupo, com as respostas a serem visíveis pelos administradores que, com base na informação fornecida, decidirão quanto ao pedido.

Este processo, muito simples de implementar, contribui para filtrar, desde logo, quem seja incompatível com o grupo, sendo comum o facto de, simplesmente, nem falar a mesma língua, mas, também, nada ter a ver com os objectivos do grupo e pretender aderir para proceder ao envio de mensagens comerciais, habitualmente incluídas na categoria de "spam", e que tipicamente pedem para aderir sem conhecer os propósitos de cada grupo.

Naturalmente, este pequeno inquérito não resolve todos os problemas no processo de adesão, mas a sua implementação ajuda, em muito, a controlar algumas das situações mais gravosas e que tendem a desestabilizar os grupos, pelo que, sobretudo em grupos fechados, sugerimos que seja introduzida, pelo menos temporiamente, numa experiência destinada a ajudar os administradores no processo de decisão de confirmar ou recusar uma adesão.

terça-feira, junho 13, 2017

Incêndio no túnel do Marão - 1ª parte

O incêndio de um veículo pesado no Túnel do Marão e a forma como a ocorrência foi gerida, desde o seu início até à extinção do fogo e aos subsquentes procedimentos de limpeza e extração de fumos veio relançar algumas polémicas que, embora existentes desde a altura da inauguração, ficaram algo esquecidas durante o período em que não se verificaram incidentes.

Se no caso concreto apenas se verificaram feridos ligeiros, sem outras consequências que a perda do veículo e de alguns equipamentos, sobretudo de segurança e iluminação, a manutenção do funcionamento de uma das vias, a ausência de sinais sonoros de alarme, o atraso no accionamento dos sinais luminosos e no aviso da Guarda Nacional Republicana, foram problemas relatados por testemunhas.

A manutenção do funcionamento de uma galeria, que devia ter sido igualmente interditada, segundo o plano de emergência, como forma de proceder à evacuação de veículos retidos numa galeria intransitável, levanta outros problemas, contrariando o establecido que pressuponha que o túnel apenas funcionaria com as duas galerias disponíveis.

Uma das situações mais polémicas tem a ver com a deslocalização do centro de controle de tráfego do local para Almada, onde ficou integrado numa estrutura maior, resultando assim uma maior integração e racionalização dos serviços e, consequentemente, uma redução dos seus custos.

segunda-feira, junho 12, 2017

Disponível a 14ª edição do catálogo da Britpart

A 14ª edição do catálogo da Britpart, um dos fornecedores de peças para Land Rover mais conhecidos, e mais discutidos, pelas mais diversas razões, já se encontra disponível, podendo ser requisitado, por parte de quem habite em Inglaterra, ou consultado "on line" ou descarregado, para quem não o possa pedir.

Para aqueles que, em vez de consultarem no "site" da Britpart, preferirem descarregar o catálogo, em formato PDF, o que permite gravar localmente, podendo mais tarde ser acedido de forma mais rápida, sugerimos que o descarreguem através desta ligação, informando que, pela sua extensão, o processo pode resultar um pouco moroso.

Ao longo de 252 páginas, podem-se encontrar produtos e equipamentos para os mais diversos fins, que vão desde a manutenção ou reparação mecânica, passando pelo melhoramento dos veículos, e terminando nos acessórios e equipamentos para expedições, numa variedade que aumenta a cada edição do catálogo deste fornecedor.

Apesar das críticas quanto à qualidade de diversos produtos, o facto é que este é um dos maiores fornecedores de peças e equipamentos para Land Rover e a enorme diversidade presente neste catálogo justifica a sua consulta, seja para efeitos de aquisição, seja como fonte de inspiração.

domingo, junho 11, 2017

Lisboa, cidade fechada - 28ª parte

Com a redução do número de lugares de parqueamento em muitas zonas da cidade, os próprios moradores ficam impossibilitados de estacionar dentro dos limites impostos, do que decorre um elevado número de estacionamentos em locais inadequados, muitas vezes impossibilitando os peões de circular nos passeios, com a situação a agravar-se nos bairros residenciais no horário pós-laboral.

No entanto, para a Câmara Municipal de Lisboa, este é um problema não existente, pelo que se limita a agradecer o contacto e a encerrar a ocorrência, alegando que esta se encontra resolvida, enviando o texto que seguidamente transcrevemos e é repetido para as várias participações sobre o mesmo assunto:

"Relativamente à situação apresentada, na qual se refere a estacionamento irregular, apesar de não ter verificado infrações no local, informo V.Exa. que dentro das nossas competências e disponibilidade operacional, vamos continuar a fiscalizar o local e atuando conforme as irregularidades detectadas."

Face à prova fotográfica, e o exemplo é um de muitos e abrange uma única rua, é manifesto que só uma completa ausência de fiscalização e a necessidade de arquivar pendências, sem efectivamente as resolver, estará na base de uma resposta que demonstra a incapacidade da autarquia em lidar com a realidade, nomeadamente quando esta é o resultado das suas acções, concretamente na diminuição de espaços para parqueamento, situação para a qual foi repetidas vezes avisada.

sábado, junho 10, 2017

Alterações de preços durante listagens no EBay

Não sendo uma técnica recente, tem sido cada vez mais frequente entre alguns vendedores presentes no EBay subirem o preço de um item durante o período de vigência da listagem, do que pode resultar uma má compra para quem o colocou sob observação antes da subida de preço.

É uma opção comum colocar items sob observação à espera da altura ideal para efectuar a aquisição, escolhendo, de entre aqueles que se encontram disponíveis na altura, aquele que pode ser adquirido em condições mais favoráveis, mas, na verdade, muitos são os compradores que, por terem feito esta operação muito recentemente, se limitam a efectuar a aquisição sem uma nova análise do mercado.

Uma boa prática é, antes da aquisição, voltar a efectuar a pesquisa, comparando novamente os preços, sendo, ainda, aconselhável registar o preço original nas anotações que se podem adicionar a cada item, o que permite aferir muito facilmente da sua manutenção ou de eventuais alterações, nomeadamente de um aumento inesperado, algo que também consta das revisões constantes da página do item, embora sem o respectivo valor.

Dado que, infelizmente, o EBay não alerta para subidas de preço, e muitos vendedores tiram partido disso, são vários os incautos que, não efectuando uma última verificação, acabam por fazer maus negócios, adquirindo items com preços subitamente aumentados em percentagens que quase sempre ultrapassam os 20%, podendo ser muito mais elevadas, num método que consideramos pouco transparente e que devia ser alvo de alertas.

sexta-feira, junho 09, 2017

Terrafirma apresenta novo modelo de guincho

A Terrafirma apresentou recentemente a A12000, um guincho eléctrico de 12.000 libras destinado a veículos com instalação eléctrica a 12 volts, incluindo no conjunto todos os acessórios necessários, como material de fixação, cabo sintético e para ligação eléctrica, bem com o sistema de controle remoto.

Este é um modelo de baixo perfil, destinado a uma instalação discreta, que mede apenas 545 x 160 x 194, a que acresce a caixa de controle, normalmente posicionada em cima, e com um peso de 37.5 quilos, possuindo no interior um motor de 6 cavalos ou 4.4 Kw, acoplado a uma transmissão de 3 planetários com relação de 265:1, podendo serem consultados mais detalhes através do manual do operador.

Finalizado em negro, com a possibilidade de colocar a caixa de solenoides em diversas posições, este guincho é compatível com numerosos modelos de berços, para além dos produzidos pela própria Terrafirma, ficando discretamente montado e ocupando pouco espaço na zona frontal das maioria das grelhas destinadas a refrigerar os motores do veículos.

O preço de lançamento, incluindo VAT, mas a que acrescem portes, é de 420 Libras, pelo que se espera que possa atingir cinco centenas de Euros, já com entrega em Portugal, um valor bastante competitivo para uma solução que inclui todos os acessórios, incluindo um dispendioso cabo sintético e guia sem roletes, absolutamente necessário para se proceder ao necessário averbamento que permita ter um guincho legalmente instalado.

quinta-feira, junho 08, 2017

Empresas obrigadas a comunicar ataques informáticos - 2ª parte

Também não é incomum que exista informação comum, como dados de acesso, e que o facto de estes terem sido comprometidos numa dada plataforma pode permitir o acesso indevido noutra, algo que não aconteceria caso o ataque e suas consequências tivessem sido imediatamente divulgados, levando os detentores das contas a adoptar medidas de segurança, como a alteração de códigos de acesso.

Nem todas as organizações detectam um ataque, mas, tendo conhecimento e optando por não o divulgar, sobretudo se bem sucedido, o controle de danos não é extendido a outras organizações onde se poderão verificar intrusões com base nos dados obtidos e que, caso não existam algoritmos adequados, poderão não se aperceber da ilegitimidade de um acesso que, em tudo, parece inteiramente legítimo.

Não obstante alguns acordos de utilização serem pouco restritivos, nenhuma organização tem um direito de propriedade que lhe permita a divulgação indescriminada e sem destino e fins específicos dos dados que lhe são confiados, e a negligência na protecção de informação, violando a privacidade dos legítimos proprietários dos dados, tem que ser enquadrado não apenas no âmbito civil, mas também do ponto de vista criminal.

Consideramos que existe a obrigação de cada instituição de proteger de forma adequada os dados que aloja e que, caso suspeite que estes possam ter sido expostos, tem a obrigação de alertar imediatamente não apenas as entidades competentes, mas quem possa ter sido afectado, com obrigatoriedade de assumir a responsabilidade pelos prejuízos decorrentes de uma falha de segurança, mesmo que esta resulte de um ataque.

quarta-feira, junho 07, 2017

Grelha de leitura de mapas

Já disponibilizamos no passado grelhas de leitura de mapas, destinadas a serem impressas em papel branco e, seguidamente, fotocopiadas em acetato transparente, mas com a evolução tecnológica, a possibilidade de impressão directa, uma vez determinada a dimensão adequada, torna-se a opção mais adequada.

Assim, é absolutamente essencial que o ficheiro para impressão tenha um fundo transparente, o que implica um formato gif ou png, tendo esta última sido a nossa opção para a grelha que hoje disponibilizamos e que, tal como em casos anteriores, necessita de ser redimensionada de modo a que a escala 1/10.000 fique com exactamente 10 centímetros após impressa.

Em teoria, uma impressão a 100% resultaria na dimensão correcta, sendo de configurar a impressora no sentido de não haver redimensionamentos ou compressões e efectuando um teste em papel comum antes de imprimir sobre acetato, sendo necessário utilizar uma folha A3, tal a dimensão desta grelha.

Caso se destine a uma utilização mais intensiva, sugerimos que, após cortada pelas linhas delimitadoras exteriores, se plastifique a grelha ou, caso tal seja considerado dispensável, se recorra a plástico autocolante transparente aplicado sobre a superfície impressa, como forma de proteger a impressão, evitando que esta se danifique com o uso.

terça-feira, junho 06, 2017

Blusões tácticos em "fleece"

Com muitas semelhanças com os blusões TAD V4.0, as alternativas em "fleece" ou numa tecido com mistura de algodão e poliester, revelam-se francamente mais económicas do que os "soft shell" originais e, mesmo que prescindindo de algumas características, são bastante adequados ao clima de Primavera, protegendo adequadamente do arrefecimento noturno.

Estes blusões mantêm um conjunto de bolsos interessante, muito semelhante ao dos TAD, bem como o encaminhamento para cabos, como os destinados a auriculares, bem como os sistemas de ajustes na cintura e punhos e o capuz de grandes dimensões, que se destina, sobretudo, a proteger a cabeça do frio, já que este tipo de tecido não é impermeável.

Apesar de estarem igualmente presentes os velcro para insígnias, os fecho éclair com abertura rápida e algumas características base, o desenho foi bastante simplificado, prescindindo do bolso traseiro, dos ajustes mais sofisticados, do enrolamento do capuz, que se revela menos eficaz, sem a pala, e de diversos pequenos detalhes que poderão revelar-se menos relevantes.

Sendo eficaz contra o frio e o vento e possível de utilizar com temperaturas bastante diversas, este blusão perde na sofisticação e na não impermeabilização, tendo como vantagem principal o baixo preço, que começa abaixo da vintena de Euros, estando disponível em diversas cores e padrões, sobretudo conotados com as forças militares, e nos vários tamanhos, que vão desde o pequeno até ao extra extra largo, cobrindo assim um largo espectro de possíveis interessados.

segunda-feira, junho 05, 2017

Medidor de distâncias para mapas

Os medidores de distância para mapas revelam-se particularmente úteis para todos quantos ainda recorram a este método de orientação tradicional, permitindo avaliar a extensão de um percurso, independentemente das curvas, de forma imediata, sem que seja necessário proceder a cálculos ou estimativas, do que tendem a resultar erros.

A maioria dos medidores opera de forma muito simples, bastando seguir o itinerário a percorrer fazendo rodar a pequena roda que possuem na sua extremidade inferior, o que aciona um ponteiro rotativo que vai assinalando a distância percorrida, traduzida nas escalas mais comuns utilizadas em cartas militares.

Existem diversos modelos, mas um dos mais comuns tem apenas 9.5 x 4.5x 1 centímetros, é construído em liga metálica e plástico e possui um simples botão que coloca o contador a zero e pode ser adquirido por um valor que começa nos 3 Euros, incluindo portes.

Para quem preferir um sistema digital e não mecânico, que oferece uma maior precisão e facilidades de configuração, mas também um preço mais elevado, que começa acima da dezena de Euros, estão igualmente disponíveis várias opções, com os diversos modelos a complementar de forma adequada as cartas militares, grelhas de leitura e bússola.

domingo, junho 04, 2017

Lisboa, cidade fechada - 27ª parte

No mapa anexo estabelecemos o percurso possível entre dois pontos, o de origem a roxo e o de destino a amarelo, com base na circulação anterior às obras em curso na R. Filipa de Vilhena, a verde, e aquela que será possível após a sua efectivação, a vermelho, aplicando-se o mesmo a todos quantos pretendam transitar na rua mencionada, sendo provenientes do lado do Campo Pequeno.

É de notar que, dependendo do ponto de origem exacto, poderão existir pequenas variações, mas face às dificuldades de mudança de direcção para a esquerda na quase totalidade das vias, essa mudança implica contornar quarteirões inteiros, como forma de proceder ao atravessamento destas a partir da direita.

No percurso que consta do mapa a vermelho é de realçar que este atravessa um bairro residencial, onde foram efectuadas obras destinadas a afastar o tráfego, verificando-se agora, face ao novo ordenamento da R. Filipa de Vilhena, um substancial aumento do número de veículos em circulação, alguns deles a velocidades elevadas, como forma de compensar o enorme desvio que agora se vêm forçados a efectuar.

Interrogamo-nos, naturalmente, quanto aos objectivos da Câmara Municipal, que parece não ser capaz de uma visão integrada em termos de circulação, mas que a penaliza muito fortemente, num constante de soluções completamente absurdas que visam favorecer meios alternativos, como as bicicletas, mas que sacrificam os residentes, pelos quais se sente a ausência de qualquer tipo de respeito.

sábado, junho 03, 2017

Chapéus australianos em cabedal

Uma opção que temos vindo a previlegiar no Verão, ou com tempo incerto onde o risco de precipitação esteja presente, é o uso de chapéus de aba larga construídos em material impermeável, como o cabedal ou um produto de substituição, evitando assim o recurso a outro tipo de peças que possam revelar-se menos práticas ou difíceis de transportar.

Pela experiência que temos, é manifesto que este tipo de chapéu, para além de proteger do Sol, consegue, igualmente, oferecer uma protecção adequada contra a chuva, sobretudo se complementado por um vestuário igualmente impermeável, sendo francamente mais eficaz do que o vulgar capuz associado normalmente a um blusão.

Salvo em situações em que o vento dificulte a sua utilização, perante um vento mais moderado, conjuntamente com óculos de protecção, este tipo de chapéus, resulta igualmente um conforto acrescido, numa multiplicidade de combinações entre diversas peças que permite encontrar soluções para uma grande parte das condições climatéricas.

Os modelos em cabedal, com uma qualidade que ofereçam um nível de conforto aceitável, podem ser encontrados por preços que começam perto dos 25 Euros, incluindo portes, estando disponíveis inúmeras opções, com estilos muito diferentes, entre os quais se podem encontrar modelos que se adaptem ao gosto individual e necessidades de cada um.

sexta-feira, junho 02, 2017

Empresas obrigadas a comunicar ataques informáticos - 1ª parte

Sabendo que a não comunicação de ataques informáticos dificulta uma defesa comum e a adopção de medidas adequadas, inclusivé na determinação da detecção da origem, foi determinado a obrigatoriedade de informar as autoridades deste tipo de ocorrência quando se dirijam contra empresas.

A divulgação de um ataque, mesmo que sem sucesso, pode ter como principal resultado um dano reputacional, com custos imprevisíveis e incalculáveis quando o valor de uma empresa ou entidade depende, em grande parte, da confiança dos clientes e do próprio público, como sucede, por exemplo, no caso de bancos ou seguradoras, mas também em empresas que alogem grandes quantidades de dados, incluindo-se entre estes informação confidencial.

Assim, compreende-se que a primeira reacção seja a de tentar evitar a divulgação de ataques, sobretudo se bem sucedidos, implementando um conjunto de medidas que controlem os danos e assumindo os encargos de prejuízos resultantes do ataque, sem efectivamente revelar o sucedido, mesmo a clientes cujos dados tenham sido, de alguma forma, expostos, mas tal opção pode ter efeitos secundários devastadores.

Se no caso de perda, por exemplo, de dados financeiros, existem formas de compensação, caso existam perdas, a exposição de dados pessoais é irreversível, podendo ter consequências irreparáveis para a vida de todos quantos viram a sua privacidade comprometida, não apenas em termos pessoais, mas profissionais, sendo exemplo a divulgação de informação médica.

quinta-feira, junho 01, 2017

Declinação magnética

A orientação correcta de um mapa implica orientá-lo correctamente, para o que é necessário ter noção do que é a declinação magnética e do seu valor para um dado local, sabendo que esta se considera positiva quando o Norte magnético se encontra do lado direito do Norte geográfico e negativa no caso contrário.

Em Lisboa, a declinação magnética é, actualmente, 2.43º negativos, devendo ser verificada periodicamente por mudar perto de um grau a cada três anos, num movimento pendular, que oscila para um e para outro lado do Norte geográfico, de modo a evitar erros que, podendo ser pequenos em termos angulares, quanto projectados a uma distância razoável, podem resultar problemáticos.

Em muitas bússolas basta rodar a coroa exterior, no caso de Lisboa para a esquerda, obtendo assim o desfazamento entre os dois Nortes, posicionando a agulha no sentido do Norte magnético e recorrendo ao Norte cartográfico para orientar correctamente o mapa.

Existem diversos processos para determinar o Norte magnético, sendo comum que nas cartas militares este venha registado, podendo-se proceder ao cálculo com base no desvio anual, nos anos passado desde a elaboração do mapa e da declinação máxima, após o que o sentido é revertido, ou recorrendo a um "site", como o "Magnetic declination", onde a informação se encontra disponível para muitas localidades.

quarta-feira, maio 31, 2017

Novo localizador TK 905 - 2ª parte

O TK 905 tem um iman potente, que permite aderir solidamente a uma superfície em ferro, dispensando instalação, sendo o seu estado monitorizado através de um conjunto de "leds" que fornecem indicações quanto à existência ou não de conexão GPRS ou falta de sinal GSM e GPS.

O conjunto inclui o localizador, um cabo USB, o transformador, uma bolsa de transporte, o manual de utilizador e um adaptador para cartões, estando disponível a possibilidade de usar uma plataforma de gestão, recorrendo a um "software" específico, numa solução que facilita a utilização deste localizador.

Por ser funcionalmente muito parecido com outros modelos da família TK, sobretudo aqueles que se destinam a utilização móvel, não nos alongamos sobre as suas capacidades ou modos de operação, remetendo para os artigos que publicamos no passado, onde outros localizadores, como os TK 102, são analizados com alguma profundidade.

Por um preço que começa nos 35 Euros, este localizador é uma excelente opção para quem pretenda um sistema de localização e seguimento eficaz e discreto, que não obrigue a uma instalação fixa e possa ser utilizador num veículo ou transportado num bolso sem receio de que a água ou um impacto o danifiquem ou impeçam o seu funcionamento.

terça-feira, maio 30, 2017

ELM327 tem versão 2.2 - 2ª parte

Em contrapartida, estas alterações, tal como aquelas que se encontram em versões intermédias, podem ser relevantes para quem tenha enfrentado dificuldades sobretudo a nível de conexão via ODB2, situação em que poderão ter melhores resultados com a nova versão, sendo sempre de efectuar testes antes da aquisição, aferindo se vem resolver algum dos problemas existentes.

É de notar que muitos poucos ELM327 disponíveis no mercado são da versão 2.2, sendo certo que, dado que o "chip" original é vendido por 15 dólares para uma aquisição de 1.000 unidades, os modelos mais baratos certamente nunca poderão ter o integrado original na versão mais recente, tal como nunca são originais os 1.5, versão nunca produzida por quem projectou este tipo de integrado, pelo que todos os anunciados como 1.5 são cópias de diversas proveniências.

Relativamente à célebre questão quanto à compatibilidade entre os motores Td5 e o ELM327, por enquanto, nada podemos adiantar, reforçando que não estes não são 100% OBD2 e temos dúvidas quanto a ligações com sucesso usando o protocolo ISO 9141 anunciadas por alguns vendedores de ELM327 e de "software", pelo que apenas podemos sugerir a quem tenha os meios, para proceder à experiência, sempre com o cuidado necessário para não gerar conflitos internos na centralina.

Com a implementação de novas funcionalidades nos ELM327, potenciadas por diversos programas de muito boa qualidade, esta solução irá proporcionar melhores soluções, sendo certo de que, para quem tenha veículos compatíveis, esta será uma opção cada vez mais a ter em conta por parte de quantos necessitam de um sistema de diagnósticos e monitorização de um veículo compatível com ODB2.

segunda-feira, maio 29, 2017

Novo localizador TK 905 - 1ª parte

Apesar de funcionalmente muito semelhante a outros localizadores pessoais, o novo TK905 merece destaque por ser particularmente resistente e à prova de água, cumprindo a norma IP66, o que permite a sua utilização em diversas actividades onde outros modelos dificilmente sobreviveriam.

Com dimensões de apenas 90 x 72x 22 milímetros e um peso de 168 gramas, este localizador opera em redes GSM e GPRS nas bandas de 850, 900, 1800 e 1900 Mhz, dispondo de um receptor de sinal GPS com GPS uma sensibilidade de -159 dBm e uma precisão estimada de 5 metros.

Desta forma, o TK 905 pode operar em todas as redes, independentemente do país, e a combinação entre GPS e AGPS contribui para uma maior precisão e fiabilidade, mesmo quando um dos sinais é mais fracos, gerindo de forma mais eficaz a carga disponível na bateria.

Este localizador pode suportar entre -40° e 85° desligado e entre -20° e 55°, com humidade, sem condensação, entre os 5% e os 95% podendo ficar em "stand by" até 90 dias graças a uma bateria interna de iões de lítio recarregável de 3.7 V e 5000 mAh.

domingo, maio 28, 2017

Restrições em zonas florestais entre 01 de Junho e 31 de Outubro

Foi estabelecido que decorre entre os dias 01 de Julho e 30 de Setembro o Período Crítico no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta Contra Incêndios, correspondendo à "Fase Charlie", o que implica estarem em vigor um conjunto de medidas especiais de prevenção contra incêndios florestais.

A este calendário acrescem as restrições resultantes de disposições diversas, incluindo a nível municipal, tendo os serviços florestais da Câmara da Lousã confirmado que estas limitações à circulação terão lugar entre os dias 01 de Junho e 31 de Outubro, coincidindo com o facto de a operação "Floresta Segura" da GNR terminar a 31 de Outubro.

É de notar que é proíbido nos espaços florestais e agrícolas, durante o Período Crítico as seguintes acções ou actividades:

Fumar, fazer lume ou fogueiras.
Efectuar queimas ou queimadas.
Lançar foguetes e balões de mecha acesa.
Fumigar ou desinfestar apiários, salvo se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas.
A circulação de tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor, sistema de retenção de fagulhas ou faíscas e tapa chamas nos tubos de escape ou chaminés.

Estas restrições aplicam-se, naturalmente, a actividades diversas, entre as quais os passeios fora de estrada, pelo que se aconselha a entrada em contacto com as autoridades ou corporações de bombeiros locais no sentido de saber, com o máximo grau de certeza, quais os trajectos onde se pode circular livremente durante este período.

sábado, maio 27, 2017

Lisboa, cidade fechada - 26ª parte

Este problema afecta não apenas os particulares, mas também, e sobretudo, quem efectua distribuição de produtos, e na zona afectada existe supermercado, farmácia e restaurantes, para citar alguns estabelecimentos comerciais, sendo certo de que existirá uma maior dificuldade e morosidade no seu abastecimento, aumentando os custos das empresas contratadas para o efeito.

Mesmo excluindo o problema sectorial consubstanciado na rua afectada, todo um conjunto de artérias circundantes sofrerão um impacto negativo, como consequência de deslocações mais longas em vias já sobrecarregadas com tráfego, tal como quando se lança uma pedra sobre a água e os efeitos, mesmo que diminuindo com a distância, abrangem uma área muito superior ao que inicialmente se prevê.

Interrogamo-nos quanto aos motivos de tal decisão, se efectivamente existem, ou se estamos perante algum tipo de fundamentalismo que visa punir o uso de veículos motorizados, seja por parte de particulares, seja por profissionais, essenciais ao funcionamento da cidade, criando assim um espaço artificial, hostil aos seus residentes, destinado unicamente a potenciar o turismo, que parece ser cada vez mais o principal sustendo de Lisboa.

Se alargarmos estas alterações em círculos concêntricos, estas, ao contrário do que a Câmara Municipal afirma, têm vindo a dificultar a circulação de veículos, diminuindo efectivamente a segurança viária e, em muitos locais, colocando em causa a segurança dos peões, obrigados a deslocar-se em passeios construídos ao nível das faixas de rodagem e com veículos a surgirem de locais imprevisíveis face à lógica que devia presider o ordenamento do tráfego.

sexta-feira, maio 26, 2017

Bombeiros de Lisboa vão de comboio combater os fogos - 3ª parte

Relativamente à supostamente deprimente imagem da passagem de colunas de veículos pelas estradas, obviamente discordamos e lamentamos que exista esta perspectiva, que vem denegrir uma mensagem de solidariedade e de unidade nacional, onde bombeiros de zonas do País não afectadas pelos fogos acorrem em auxílio dos seus camaradas que enfrentam os perigos do combate contra os incêndios florestais, sendo comum ver populações a aplaudir as colunas em movimento.

Não há justificação prática para contrariar este tipo de desolocação com base no aumento de tráfego, seja tendo em conta a dimensão das colunas, seja pelo tipo de vias utilizadas nos trajectos mais extensos, que dificilmente resultam em congestionamentos, os quais, a existir, seriam perfeitamente justificáveis face ao maior valor do património a salvaguardar.

Parece que, infelizmente, num País onde as aparências são o mais importante, talvez para que os turistas não se apercebam da realidade, o combate aos fogos seja para esconder, esperando-se que o mesmo não aconteça com as notícias, numa tentativa de ocultar tudo o que não contribua para a imagem positiva que se quer fazer passar para o exterior.

Propor ideias avulsas, ou libertá-las aos poucos, eventualmente para auscultar reações, parece-nos pouco conveniente, levantando dúvidas, polémicas e desconfianças, para além de uma certa animosidade face à falta de diálogo ou aviso prévio de que a Liga dos Bombeiros Portugueses se queixa, criando uma natural aversão a propostas que, noutro contexto, poderiam ter alguma valia.

quinta-feira, maio 25, 2017

Land Rover Owners de Junho de 2017 já nas bancas

Já se encontra nos locais de venda habituais a edição de Junho de 2017 da Land Rover Owners International, com o destaque principal a ir para as várias possibilidades de aumentar a potência dos Land Rover, através de 25 truques alegadamente secretos, que proporcionarão uma melhor experiência de condução, sobretudo quando fora de estrada.

A proposta de obter 200 cavalos de potência num motor Td5 através de um processo de melhoramento que demora apenas um dia a concretizar, o teste de um Defender com 220 cavalos, preparado pela "Alive", demonstram o potencial destes motores e a influência determinante da electrónica, que, complementada com algumas alterações mecânicas, permite uma evolução impressionante.

Um Range Rover descapotável, as modificações num "Ninety" e a sua preparação para o todo o terreno, um Serie 1 adaptado a pensar no "surf", merecem igualmente destaque, tal como um vasto conjunto de propostas de passeios e expedições, sobretudo a pensar no mercado britânico e antecipando a chegada do bom tempo.

Complementam este número os vários artigos técnicos, entre eles o melhoramento do sistema de arrefecimento dos Defender, melhorias no comportamento do Evoque e reparação de travões nos Freelander, a apresentação de vários novos produtos, a que acresce a publicidade temática, proporcionando horas de leitura e, eventualmente, inspiração para introduzir melhoramentos nos veículos, sobretudo naqueles que se deslocam fora de estrada.

quarta-feira, maio 24, 2017

Artigos para viagem no Lidl

Apesar de muitos produtos serem repetidos, com os meses de férias e de viagens mais longas a aproximar-se, justifica-se voltar a referir alguns produtos que irão estar em promoção nas lojas da cadeia Lidl a partir de 27 de Maio e que termina no domingo seguinte.

O estojo de primeiros socorros, semelhante ao que temos no Defender, que pode ser adquirido por 5.99 Euros, é um dos produtos que aconselhamos, seja para o veículo, seja para uma residência, sendo conveniente que aqueles que já possuam um verificar a data de validade do conteúdo, substituindo os componentes que se encontrem fora de prazo ou, simplesmente, comprando um novo.

O "kit" de mãos livres, que tem um preço de 19.99 Euros, é outro artigo que merece destaque, apesar de não ter um écran onde surjam informações, como a identificação de chamada, enquando o carregador USB para tomada de isqueiro, incluindo 11 adaptadores diferentes que cobrem a maioria das necessidades, custa 3.99 e justifica-se ter dentro de cada veículo para as emergências.

Outros artigos destinam-se essencialmente a arrumar e organizar a bagagem e pequenos volumes transportados dentro de uma viatura, como os "trolleys" e organizadores, outros a aumentar o conforto dos assentos ou a protegr os ocupantes dos raios solares, incluindo-se ainda o colete de sinalização, obrigatório em diversas situações, e que convém ter para os vários ocupantes de cada veículo.

terça-feira, maio 23, 2017

"Ransomware" em Portugal - 4ª parte

Aliás, poucas empresas, sobretudo ligadas à área das tecnologias de informação admitem ter sido atacadas com algum sucesso, dadas as implicações que tal tem para a sua imagem, sendo certo que os clientes irão ter justificadas dúvidas quanto ao nível de segurança que estas são capazes de oferecer.

Neste último ataque terão sido atingido muitas dezenas de milhares de computadores em diversos países, mas apenas duas empresas portuguesas reconheceram ter sido afectadas, com a PT a admitir que terá havido consequências internas que não afectam os clientes e a EDP a sublinhar que, apesar de ter adoptado medidas preventivas, foi necessário desligar o acesso à Internet, sendo que nenhuma delas adiantou detalhes relativamente ao impacto real do ataque no funcionamento e produtividade ou mesmo no desempenho futuro.

Este tipo de ataque, embora com menor frequência, pode estar associado a "phishing", com o pagamento, sempre recorrendo a formas pouco claras, a ser efectuado a que se faz passar por uma entidade oficial, como uma polícia ou o fisco, alegando que se trata do pagamento de uma multa ou coima, num procedimento que, obviamente, é incompatível com aqueles que são praticados pelo Estado.

Pouco conhecido em Portugal fora dos meios especializados, este tipo de ataque tem vindo a ganhar especial relevo, atingindo cada vez mais empresas e particulares, pelo que deve ser lançado um alerta muito especial no sentido de os prevenir, sendo essencial que, caso aconteçam e tenham sucesso, se contactem autoridades policias e especialistas, evitando pagar os resgates que irão alimentar futuros ataques.

segunda-feira, maio 22, 2017

Bombeiros de Lisboa vão de comboio combater os fogos - 2ª parte

Já nos pronunciamos sobre a questão das rações de combate, considerando que esta nova ideia, no pressuposto de diminuir o cansaço na altura da chegada ao teatro das operações, não deixa de ser algo estranha, mesmo contraditória em alguns aspectos que não vemos devidamente clarificados.

Se a ideia é evitar o cansaço resultante da viagem em viatura recorrendo ao comboio, temos como consequência que os bombeiros terão que ser enviados para o teatro de operações com antecedência ou, face às questões inerentes à circulação de meios ferroviários, a demora na chegada pode comprometer esta opção.

Mas se a ideia é enviar o contingente com antecedência, então a viagem num veículo terá um impacto diminuto, já que haverá tempo para repousar antes de entrar em acção, com a vantagem acrescida de evitar dificuldades de coordenação entre as várias formas de transporte e na própria logística e dispor de viaturas próprias no teatro de operações, haverá que equacionar as condições de alojamento e alimentação durante os períodos de inação.

Naturalmente que se levanta a questão quanto à ida ou não de viaturas de Lisboa para Viana do Castelo, ou outro ponto do País, sendo de estranhar que se pretenda que os bombeiros enviados operem suportados pelos meios disponibilizados pelas corporações locais, os quais, tendencialmente, são insuficientes para a totalidade das exigências dos seus detentores, mais ainda se forem distribuídas por um efectivo superior.

domingo, maio 21, 2017

Suporte amovível para bebidas

Existem diversos acessórios que permitem transportar pequenos objectos num veículo, tendo sido dados exemplos no passado, como a pequena rede que se pode colar num painel, mas para objectos de maiores dimensões, incluindo latas ou pequenas garrafas de bebidas, a opção tem que ser outra, com um formato e dimensões mais adequadas.

O suporte para bebidas, com capacidade para um par de latas ou recipientes com dimensões similares, e espaço entre elas que pode ser ocupado por um telemóvel ou pacote de lenços, por exemplo, e orifícios para canetas, é uma possibilidade, muito em conta, que se justifica equacionar em caso de necessidade.

Com dimensões de 28 x 21 x 10 centímetros, este suporte para bebidas ou sistema de armazenamento, tem um preço que ronda a meia dúzia de Euros, incluindo portes, e dispensa instalações, bastando encaixar entre dois bancos, ou num espaço similar, que permita que fique devidamente imobilizado.

Nalguns casos, dependendo do modelo do veículo, é possível obter uma fixação sólida recorrendo a parafusos, para o que, preferencialmente, se devem utilizar furações existentes, bastando furar o suporte nos locais adequados, colocar um par de anilhas e repor os parafusos originais, do que resulta uma maior solidez e a impossibilidade de movimento, mesmo em caso de manobras bruscas.
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