quinta-feira, fevereiro 22, 2018

Novas matrículas em 2019

O esgotamento do actual formato de matrículas, cujas combinações estão perto do limite, implica que a partir de Fevereiro de 2019 as matrículas atribuídas aos veículos a circular em Portugal serão modificadas, passando a ser compostas por 4 letras, entre as quais passarão a estar presentes o K, W e Y, e 2 dígitos, o que permitirá a emissão de mais de 137 milhões de matrículas com este formato.

Está previsto que as novas matrículas, com o mesmo formato e dimensões das actuais, serão compostas por 2 letras no início, 2 dígitos no meio e outras 2 letras no fim, mantendo os restantes elementos identificativos, como o referente à União Europeia e a Portugal, pelo que poderão ser fabricadas e gravadas com os mesmos equipamentos que as actuais.

As matrículas nos formatos actuais, compostas por 2 letras, agrupadas no início, meio ou fim, e 4 dígitos continuarão válidas, salvo se canceladas, pelo que os proprietários de veículos já matriculados não terão que se preocupar com uma possível mudança para um formato destinado a complementar, e não a substituir, o actual.

Esta era, provavelmente, a forma mais simples de aumentar as combinações disponíveis para matrículas, embora não a única, sendo disso exemplo os países que, como Espanha ou a Alemanha, incluem na matrícula um código de cidade, mas esta será a que mais se adapta a um País não regionalizado, onde as emissões são efectuadas de forma muito centralizada.

quarta-feira, fevereiro 21, 2018

Apenas o aluguer de 10 aeronaves foi contractualizado - 2ª parte

Resta ao Governo alterar os lotes, redefinindo-os, ou aceitar pagar um preço mais elevado, dado que apenas a Heliportugal aceitou o propostos, correspondente a 10.000.000 de Euros para 10 helicópteros ligeiros, ficando a faltar aeronaves de vários modelos, como os "Fireboss", "Canadair" ou aparelhos para observação, todos eles essenciais para o dispositivo de combate.

Com a indisponibilidade da maioria dos Kamov Ka-32, e desconhecemos quantos e quando estarão disponíveis mais helicópteros deste tipo, o número de aeronaves pertença do Estado português resume-se aos três Ecureiul disponíveis, ao que, mesmo acrescendo uma dezena de helicópteros ligeiros da Helibravo, o total é francamente insuficiente, estando ausentes aviões de asa fixa, essenciais para as operações de combate aos fogos.

Existe, naturalmente, uma grande pressão, resultante da tragédia do ano anterior, embora, face à extensa área ardida em 2017, seja de prever que neste Verão os incêndios sejam muito menos devastadores e em número mais baixo, contidos pelas enormes áreas queimadas que funcionam como barreiras naturais, impedindo a propagação das chamas, resultando, com toda a probabilidade, num dos anos com menor área ardida das últimas décadas.

Não obstante a previsível calmia relativa da próxima época de incêndios, a tolerância para uma nova tragédia é virtualmente nula, pelo que os decisores políticos não irão deixar de adoptar as medidas possíveis para evitar que tal aconteça, mesmo que para isso sejam obrigados a pagar um valor particularmente elevado pelos meios aéreos a incorporar num dispositivo que depende excessivamente destes recursos.

terça-feira, fevereiro 20, 2018

Descoberto o primeiro Land Rover

O primeiro Land Rover, com o chassis número 860001, o desaparecido JUE 477 reapareceu no Real Automóvel Clube, em Londres, uma vintena de anos após ter sido visto pela última vez, vinte anos antes, nas celebrações dos 50 anos da marca, ocorridos em 1998 em Shugborough Hall.

O dono teria consciência do veículo único que possuía, mas com o chassis a apresentar problemas, peças em falta, outras muito danificadas, detritos a encher o interior, incluindo a baía do motor, considerou que o estado do JUE 477 estava muito para além de qualquer restauro, pelo que se encontrava ao ar livre, no campo.

Ao contrário do célebre HUE 166, de condução central, que foi construído com base no "jeep" Willys, e que nada tem a ver com o modelo original de produção, o JUE 477 pode ser considerado como o primeiro verdadeiro Land Rover, tendo o primeiro número de chassis da marca e sendo a primeira unidade produzida após os protótipos que deram origem ao Serie 1.

O JUE 477 será restaurado e estará presente nas comemorações dos 70 anos da marca, ocupando, certamente um lugar central entre uma extensa descendência directa, que inclui os vários Serie, Ninety e Defender, modelos nos quais se podem reconhecer as linhas originais do seu primeiro antecessor.

segunda-feira, fevereiro 19, 2018

Apenas o aluguer de 10 aeronaves foi contractualizado - 1ª parte

Apenas o aluguer de 10 das 50 aeronaves destinadas a integrar o Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios florestais foi adjudicado, correspondendo a uma dezena de helicópteros ligeiros da empresa Helibravo, tendo sido excluídos os restantes concorrentes devido ao preço que ultrapassava o estabelecido no caderno de encargos.

Com a "Fase Charlie" a aproximar-se a passos largos, o tempo escasseia e a possibilidade de uma ajuste directo aumenta, tal como é maior a possibilidade de o preço a pagar ser mais elevado do que o previsto, com tendência para aumentar à medida que o tempo passa e o número de aeronaves disponíveis diminui.

É de notar que as aeronaves disponíveis, pertencentes a um pequeno número de empresas, o que prejudica a concorrência, podem ser alugadas por qualquer país interessado, pelo que os seus responsáveis tentam o melhor negócio possível, no que quase parece ser um autêntico leilão, cujo valor de licitação aumenta à medidade que a necessidade se torna mais premente, razão pela qual adiar a adjudicação, seja por concurso, seja por ajuste directo, resulta num preço mais elevado.

Ocorre, naturalmente, que o valor máximo aceite pelo Estado português ou estará desfazado da realidade do mercado, sendo irrealista, mesmo que numa tentativa de melhor defender o interesse nacional, ou que as empresas, sabendo da escassez de meios, optem por uma estratégia concertada, forçando os preços a subir enquanto a urgência pressiona os governos dos vários Estados que necessitam destes recursos.

domingo, fevereiro 18, 2018

"Kits" de reparação para motor de arranque de Td5 - 2ª parte

A opção por desmontar o motor de arranque, podendo parecer a mais trabalhosa, por implicar desapertar um maior número de parafusos e contactos eléctricos, parece ser, efectivamente, a mais razoável e a que mais facilita um trabalho de qualidade e não demorará mais tempo, porque o processo de abertura e substituição dos componentes internos do motor de arranque se realiza em condições de melhor acessibilidade, facilitando a manipulação e inspecção dos componentes.

Nem sempre, ou só ocasionalmente, será necessário substituir a totalidade dos componentes incluídos nos "kits" mais completos, podendo tal ser efectuado como medida de precaução, sendo o mais frequente que apenas os dois contactos em cobre estejam desgastados ou sujos, impedindo a passagem da corrente com a intensidade necessária para o arranque do motor.

Tão importante quanto a operação de desmontagem e montagem, bem como as respectivas verificações, é a limpeza dos vários contactos, o que implica o recurso a produtos próprios, incluindo "sprays", bem como a utilização de uma junta eficaz, que mantenha protegidos os componentes internos, evitando que água e pequenas poeiras possam entrar.

Sendo uma reparação simples, implica confiança e um mínimo de conhecimentos, para além do material, que pode estar como reserva, dado o baixo preço, das chaves adequadas e de um lugar apropriado, e, caso os sintomas previamente mencionados, não deve ser adiada, dado o risco de imobilização da viatura, com todos os inconvenientes que tal implica.

sábado, fevereiro 17, 2018

Equipamento de navegação em Defender - 3ª parte

Para quem não tenha nada sobre o "tablier", o mais simples será mesmo colocar o equipamento no centro, mesmo que sacrificando o cinzeiro, colocando um dos autocolantes com iman de cada lado, algo que deve ser feito após limpar cuidadosamente a superfície com um produto apropriado e ter efectuado os testes para determinar a melhor posição.

Naturalmente, um alinhamento que coloque a câmara numa posição central seria o ideal, mas admitimos que, dependendo de outros equipamentos instalados, das preferências do condutor, ou da necessidade de acesso por parte de outros ocupantes do veículo, possa ser escolhida outra posição sobre o "tablier", de modo a que a informação do écran e o acesso táctil ao mesmo seja fácil para todos.

Noutros veículos, com configurações diferentes, a instalação pode ser menos simples, seja por não haver uma superfície plana e desimpedida, seja porque a posição do écran obstrua parcialmente a linha de visão, o que, inevitavelmente, tem implicações graves a nível da segurança do veículo, podendo, no limite, verificar-se que existe uma incompatibilidade prática, sendo de optar por outro modelo com funcionalidades semelhantes.

Obviamente, caso se opte por um modelo com sistema de gravação, e aqueles que conhecemos têm a câmara dianteira incorporada na unidade principal, não haverá muitas opções em termos de posicionamento para além do "tablier", dado que sob o tejadilho implica adaptações e o sistema ficará menos visível e acessível, sendo que, nestes casos, uma unidade com formato DIN que substitua o rádio será o que julgamos mais adequado.

sexta-feira, fevereiro 16, 2018

"Kits" de reparação para motor de arranque de Td5 - 1ª parte

As falhas nos motores de arranque dos Td5 devem-se, na sua maioria, a pequenos componentes que, pelo uso, se vão desgastando, impedindo ou dificultando a passagem de corrente, e que podem ser substituídos recorrendo a peças individuais ou a um dos "kits" disponíveis no mercado e que têm um conjunto variável de peças.

Este tipo de falha no arranque pode impedir que o motor de arranque gire, ou que o faça a uma velocidade que não permita colocar o veículo em funcionamento, tendo tendência a aumentar de frequência, embora de forma algo aleatória devido ao reposicionamento interno dos componentes, até que pode ser permanente, pelo que, face a este tipo de sintomas, se deve agir com a rapidez possível, evitando uma imobilização definitiva até que a reparação seja efectuada.

Desde o "kit" que inclui apenas os contactos em cobre, aqueles que sofrem maior desgaste e dos quais resultam falhas intermitentes no arranque, até aos que incluem o solenóide, parafusos, porcas, anilhas, mola e isolamentos, está disponível uma grande variedade de opções, com preços que podem começar perto dos 8 Euros e que incluem tudo o que é necessário para proceder à reparação do motor de arranque.

Apesar de ser possível efectuar a substituição com o motor de arranque montado, abrindo-o no lugar de origem, esta é uma operação que pode revelar-se algo desagradável, pelas condições de acesso, posição de trabalho e, sobretudo, pela maior dificuldade em limpar adequadamente o interior, podendo ficar com resíduos que, mais tarde, poderão diminuir a eficiência dos contactos eléctricos.

quinta-feira, fevereiro 15, 2018

Os CTT, uma empresa a evitar - 4ª parte

É de notar que a credibilidade nos CTT, a cujo Estado recorre para inúmeros serviços, incluindo notificações judiciais, seja como instituição, seja a nível de funcionários, terá que ser inquestionável, acima de qualquer suspeita, sem o que a contestação poderá resultar na perda de validade de actos oficiais, ao que corresponderia um autêntico caos e um aumento substancial da litigância de do número de recursos.

Esta situação, que levanta dúvidas e pode não ser única, merece uma investigação atenta, que confirme ou desminta esta suspeita, e da qual se extraim as devidas elações e consequências, quaisquer que estas sejam, apurando-se, caso existam, todas responsabilidades existentes aos vários níveis, como única forma de credibilizar um serviço que se baseia na confiança do Estado e das populações.

Infelizmente, este não é um caso único, e mesmo correspondência ou objectos enviados via transportadora e geridos nacionalmente pelos CTT demoram uma semana entre a sua entrada no País e entrega, sem passagem pela Alfândega, sendo inúmeras as situações onde o mau serviço se revela prejudicial para particulares, empresas e o próprio Estado.

Face à presente situação, que consideramos insustentável, resultando num custo absurdamente elevado, vemos como opções uma imediata reestruturação dos CTT, o que implica uma gestão completamente diferente, ou a perda do serviço universal de correio a favor de outra empresa, que efectivamente os cumpra, acabando assim com o degradar de uma empresa que já foi de referência e hoje é uma sombra do que foi no passado.

quarta-feira, fevereiro 14, 2018

Equipamento de navegação em Defender - 2ª parte

Tendo em conta que o equipamento que selecionamos, o Junsun E28Pro 4G, possui câmara para gravação de percursos, o posicionamento do mesmo terá sempre que ficar directamente atrás do parabrisas, com a possibilidade de orientar a objectiva a permitir o alinhamento pretendido e a melhor captura de imagens, com os três cabos, um de alimentação, outro para a câmara traseira e o último para o receptor de sinal de GPS a terem que ser devidamente encaminhados.

A posição da câmara traseira, que também se destina a facilitar o estacionamento, tem que ficar centrada, sem o que os resultados apresentados no écran serão enganadores, pelo que terá que ser posicionada atrás do vidro da porta traseira ou aparafusado sobre esta, enquanto o receptor de GPS deve ficar no para-brisas, onde o sinal é de boa qualidade, sofrendo poucas interferências.

Em termos básicos, a disposição dos periféricos, é em tudo semelhante ao da câmara com GPS que utilizamos, podendo, inclusivé, ser usados os mesmos fornecidos com esse equipamento, incluindo a nível de alimentação, via tomada de isqueiro ou conector USB, bastando substituir a unidade central para a migração estar completa, o que, pela sua forma de instalação, pode ser feita de forma muito simples.

Pode-se colocar uma tomada USB no "tablier", ou fazer um furo por once passar os cabos, sempre tem em atenção que os diversos conectores têm que passar através dele, caso se pretenda uma instalação mais limpa, com menos cabos visíveis, podendo-se, para o efeito, fazer a passagem pelo espaço deixado livre pelo cinzeiro, do que resulta um menor número de cabos visíveis.

terça-feira, fevereiro 13, 2018

Os CTT, uma empresa a evitar - 3ª parte

Mesmo após o desalfandegamento, a 01 de Fevereiro, a encomenda fica na posse dos CTT por um período de uma semana, alegadamente para que sejam preenchidos os formulários, algo que sabemos ser automático, portanto com um volume de trabalho residual, mas que atrasa, mais uma vez, uma operação tão simples como a entrega e o recebimento de direitos que serão entregues ao Estado.

Portando, destes atrasos, para além dos prejuizos generalizados para particulares e empresas, com impacto negativo na economia nacional, os CTT não cobram atempadamente e portanto privam o Estado semanas a fio de um conjunto importante de receitas provenientes das taxas aduaneiras da infinidade de objectos paralisados nas diversas instâncias e que apenas esperam a entrega.

A resposta da Provedoria foi a de que via correio expresso o processo de desalfandegamento seria efectuado por via prioritária, demorando menos, o que é desmentido pelos 24 dias entre chegada a Portugal e entrega de um objecto enviado via EMS e cujos trâmites se encontram na imagem anexa, sendo facilmente verificável que a prioridade mencionada é inexistente ou ineficaz, resultando o recurso a correio prioritário num mero aumento do preço pago, sem que deste decorra nenhuma vantagem para o destinatário.

Caso tenham sido introduzidos dados errados, seja pelo seu conteúdo, seja pela data, que distorçam a realidade, estaremos diante de um crime de falsidade informática, cuja investigação cabe ao Ministério Público e cujo regulador do sector, a ANACOM, terá que ser informado por poder configurar uma situação com implicações no nível de serviço prestado pelos CTT e que, estando incluído no serviço universal de correio, deve ser investigado.
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